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Brasília (DF) - O advogado
brasileiro Og Pereira de Souza, inscrito na OAB-DF sob o nº 24689, encaminhou
uma comunicação urgente aos mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas
para pedir intervenção internacional no caso de Bita Hemmati e Mohammadreza
Majidi-Asl, casal iraniano que, segundo o documento, estaria detido na Prisão
de Evin, em Teerã, e condenado à morte pela 26ª Vara do Tribunal Revolucionário
do Irã.
A solicitação foi dirigida à
Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na República
Islâmica do Irã, Mai Sato, bem como ao Grupo de Trabalho sobre Detenção
Arbitrária e ao Relator Especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou
arbitrárias.
Na comunicação, apresentada
em inglês e português, o advogado afirma que o caso envolve risco iminente de
execução e pede que os Procedimentos Especiais da ONU atuem com urgência junto
às autoridades iranianas para suspender qualquer medida executória contra o
casal.
O documento sustenta que
Bita Hemmati e Mohammadreza Majidi-Asl teriam sido condenados à morte após um
julgamento sumário, sem observância das garantias mínimas do devido processo
legal e sem acesso efetivo a advogados independentes.
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A petição aponta supostas violações graves ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, especialmente ao artigo 6º, que protege o direito à vida, e ao artigo 7º, que proíbe tortura e tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Segundo a comunicação,
relatos confiáveis indicariam que os acusados foram submetidos a tortura física
e psicológica para extração de confissões televisivas, circunstância que, se
confirmada, comprometeria a validade do processo e agravaria a urgência da
intervenção internacional.
O pedido também afirma que o
julgamento teria ocorrido em sessão fechada e sem assistência de defesa técnica
independente, o que, na avaliação apresentada pelo advogado brasileiro, viola
padrões internacionais de julgamento justo.
Diante disso, Og Pereira de
Souza solicita que a ONU intervenha para suspender imediatamente a execução de
Bita Hemmati e Mohammadreza Majidi-Asl, exigir avaliação médica independente em
razão das alegações de tortura e instar as autoridades iranianas a assegurar
novo julgamento compatível com os parâmetros internacionais de imparcialidade,
ampla defesa e devido processo legal.
A comunicação foi
encaminhada como “Urgent Appeal” e “Apelo Urgente”, em tom de alerta
humanitário e jurídico, com o objetivo de provocar reação rápida dos mandatos
internacionais competentes antes que ocorra dano irreversível.
Ao final do documento, o advogado
se identifica como representante jurídico e advogado de direitos humanos, com
atuação a partir de Brasília, e fundamenta sua iniciativa na necessidade de
proteção do direito à vida e das garantias fundamentais de pessoas submetidas à
pena capital.
O texto diz respeito à
Apelação Urgente, ou “Urgent Appeal”, nº ziewjvi9, protocolizada perante o Alto
Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, no âmbito dos Procedimentos
Especiais das Nações Unidas, com sede em Genebra.
Og
Pereira de Souza é advogado com especialização em Direito e Jurisdição e atua
em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro em várias áreas do Direito, inclusive
direitos humanos transnacionais (Ação Transfronteiriça) e Direito Penal
Com informações da assessoria de imprensa


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